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04.08
LITERATURA FEMININA DO MARANHÃO, AUTORAS E OBRAS FACE À ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS
texto

Ensaio apresentado no seminario do Projeto de Ensino Médio Inovador, em São Luís, novembro de 2014, realizado no Centro de Ensino Liceu Maranhense-seduc, tendo como tema principal São Luís: do passado ao presente. Professor de Lingua Portuguesa Responsável:Prof. Dr. Francisco das Chagas Barbosa Brandão.










Resumo

Literatura Feminina do Maranhão, autoras e obras face à Academia Maranhense de Letras é um trabalho que procura de forma suscinta demonstrar a importância das raízes históricas para uma compreensão do que seja São Luís na atualidade , a partir de uma reflexão da literatura feminina do Maranhão.Nesse contexto, o trabalho apresenta um breve histórico da literatura feminina seguido da vida e obra das escritoras maranhenses, representadas por três autoras (Maria Firmina dos Reis, Arlete Nogueira da Cruz Machado e Laura Amélia dos Santos Damous).portanto,o trabalho procura apresentar uma relação entre a literatura feminina e o ingresso de mulheres na Academia Maranhense de Letras , desde sua fundação até os dias de hoje.


Palavras-chave: literatura feminina . academia . escritoras maranhenses.



1. INTRODUÇÃO


A literatura feminina no Maranhão possui grandes autoras e excelentes obras.Neste trabalho procuramos apresentar um brevíssimo histórico de nossa literatura e da fundação da Academia Maranhense de Letras (AML). Em relação à Academia, observamos o numero reduzido de mulheres que ali ingressaram como membros, deixando de fora da Academia um grande numero de grandes escritoras como Dilercy Adler Normando, Maria Firmina dos Reis, Virginia Rayol Braga, Lucia Castro, Arlete Nogueira da Cruz Machado e outras tantas.Também procuramos destacar neste cenário, a primeira mulher a escrever e publicar um romance no Maranhão, dando inicio á literatura feminina em nosso estado. Esta escritora é a Professora Maria Firmina dos Reis , que foi considerada a primeira romancista brasileira ao publicar, no século XIX, sua primeira obra intitulada “Ursula”.
Valendo-se da técnica da amostragem, estamos apresentando aos nossos leitores as escritoras maranhenses e suas obras. Primeiro, apresentando uma autora que nunca perteceu a Academia Maranhense de Letras(AML) por não haver sido convidada, caso de Maria Firmina dos Reis , Segundo, apresentando uma autora que embora convidada não aceitou ingressar na Academia, caso de Arlete Nogueira da Cruz Machado e finalmente apresentando uma autora que pertece efetivamente à Academia Maranhense de Letras, caso de Laura Amélia dos Santos Damous.



2. METODOLOGIA


Este trabalho foi realizado pelos alunos da 1ª série, turma 103, do turno vespertino do Centro de Ensino Médio Liceu Maranhense. Os alunos escolheram o tema em assembléia de turma, a seguir foram divididos em três grupos. Os grupos dotados de um coordenador e um relator, fizeram a pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo, posteriormente reunidos em sala na forma de seminário dividiram o tema em subtemas. Em outro momento reunidos foram discutidos os subtemas e foi realizada uma redação individual sobre os mesmos. Finalmente escrito o borrão final do trabalho, os alunos ,após leitura em sala, redigiram considerações sobre cada subtema. Enfim redigiram o trabalho final, tendo como lideres Michelle, Greice , Silviney,Flávia e Adriane.



3. BREVE RETROSPECTIVA DA LITERATURA MARANHENSE


Podemos afirmar que a literatura maranhense teve inicio em 1612 com a chegada dos franceses ao Maranhão,o que se considera literatura, aqui, são os escritos dos tripulantes. Os primeiros registros foram encontrados nas correspondências dos padres capuchinhos quando desembarcaram na ilha de Upaon-Açu.comandados por Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardiére. Estes tripulantes deixaram uma série de impressões de viagem acerca do território maranhense. Outro marco da literatura no maranhense é a publicação, em 1832, do poema “Hino à Tarde”, de Odorico Mendes.Este poema iniciou o que se considera ,propriamente dito, literatura maranhense.
Na tentativa de guardar na memória, nossa riqueza literária,alguns anos atrás, professores da Universidade Federal do Maranhão realizaram um projeto de pesquisa que visava analisar, através da análise comparativa de obras e fontes bibliográficas a literatura maranhense. O projeto abrangia períodos literários e teoria da literatura de várias épocas até os dias atuais.



4. RELAÇÃO ENTRE A HISTÓRIA DA CIDADE DE SÃO LUÍS E A LITERATURA

Alguns historiadores têm falado da relação entre São Luis e a literatura , dentre eles citamos José Mario Meirelles, grande historiador maranhensne e Maria de Lurdes Lauande Lacroix, ela é escritora e professora aposentada da Universidade Federal do Maranhão. Segundo Lacroix: “ A relação de São Luís com a literatura, se dá da época do ciclo do algodão. Nesse período a, então, Província do Maranhão conheceu uma das suas melhores fases econômicas e culturais, o algodão que era produzido e exportado, via marítima, para a Europa.
Nesse contexto houve uma aproximação com a cultura europeia,o q deu surgimento a produção literaria no Maranhão ligada as primeiras fases do romantismo. Surge em torno de 1832 a 1868 um grupo de autores que tiveram destaque no panorama literario brasileiro. Estes autores ficaram conhecidos como: “ Grupo Maranhense”, dentre outros, integram o grupo maranhense: Antonio Gonçalves Dias, Odorico Mendes, Sótero dos Reis, Sousândrade.Este grupo contribuiu para que São Luis do Maranhão fosse conhecida como “Atenas Brasileira”



5. LITERATURA FEMININA


Quando falamos em literatura feminina, deparamos inicialmente com dois aspectos; o primeiro aspecto trata-se da literatura escrita por mulheres e o segundo aspecto trata-se da literatura escrita por homens sobre mulheres, tendo como exemplo o romance “Gabriela, Cravo e Canela”, escrito por Jorge Amado. No momento estamos nos reportando à literatura feminina do primeiro aspecto citado acima, ou seja a literatura cujas autoras são mulheres.
Ao procurar entender a literatura cujas autoras são mulheres, nós temos observado que vários movimentos sociais marcaram o século XX. Dentre eles o movimento feminista; e foi este movimento que impulsionado pela crítica desenvolvida pelas mulheres que levantaram esta bandeira que serviu como ponto de partida para a revelação do desprezo sofrido pelas escritoras ao longo dos anos. O fato que pesa nesta análise são as situações antagônicas das relações homem x mulher. Neste aspecto, no mundo das letras, o normal seria que primordialmente o trabalho cientifico literário fosse produzido por homens e que a literatura produzida por mulheres não possuisse a mesma ressonância , quando confrontada com a literatura masculina.



6. ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS

A Academia Maranhense de Letras - AML foi fundada no inicio do século XX(1908),seguindo os moldes da Academia Francesa, tendo como proposito fundamental “o desenvolvimento da cultura, a defesa das tradições literárias do Maranhão e o intercâmbio com os centros de atividades culturais do Brasil e do estrangeiro. A Academia Maranhense de Letras - AML foi fundada por doze imortais, mas hoje possui 40 cadeiras todas ocupadas por imortais do Maranhão. Ela funciona em sua sede própria desde 1950 na Rua do Sol, Canto com a Rua Artur Azevedo, no centro de São Luís. Para que uma autora tenha acesso à Academia Maranhense de Letras , será necessário observar que a entrada de novos membros na Academia Maranhense de Letras, ocorre quando um titular da cadeira vai à óbito.Então o acesso do novo imortal será mediante candidatura e eleição para vaga existente. Geralmente membros da própria academia sinalizam aquele que gostariam de ver ocupando a cadeira vaga. Embora não seja um convite oficial, esta sinalizaliação geralmente indica o que posteriormente sairá eleito da Academia.Possivelmente por esta razão temos tão poucas mulheres imortais. Para termos uma ideia , enquanto foram eleitos para academia desde sua fundação em 1908 mais de 900 homens, apenas7 mulheres tiveram o privilégio de ingressar na mais alta casa literária do Maranhão. As mulheres que foram eleitas até 2014 são: Laura Rosa, Conceição Neves Aboud, Dagmar Desterro, Lucy Teixeira, Laura Amélia Damous, Ceres Fernandes e Sônia Almeida.
O professor Renato Kerly Marques Silva1 (UFMA), no seu trabalho “Relações de Gênero; Academia Maranhense de Letras; Escritoras Maranhenses”; apresenta como passos da solenidade de posse na AML o seguinte : “A Solenidade de posse de um membro da Academia Maranhense de Letras é um ato público aberto à sociedade em geral, até onde constam nos registros da AML e na memória de alguns interlocutores entrevistados o protocolo de tal solenidade compõem-se de duas partes essenciais.
A primeira parte, diz respeito ao discurso feito pelo novo membro da instituição, nesse discurso, o novo imortal apresenta um pequeno texto onde exalta a vida e a obra dos escritores que o precederam na cadeira que a partir desse dia ele/ela irá ocupar. Além disso, o novo acadêmico relata quão lisonjeado encontra-se em ter sido convidado para participar da eleição e agradece por ter sido aceito como membro da agremiação.
Na segunda parte, um antigo membro da academia, geralmente, o que tem relações mais próximas com o recém-eleito, realiza um discurso onde fala da “grandeza” de ser condecorado com o título de imortal e apresenta alguns trechos da produção do novo membro os quais ilustram a qualidade de sua produção literária”.



6.1 - ACADEMIA VERSUS NÃO ACADEMIA


O próposito de nosso trabalho esta exatamente em relatar esta dicotomia, academia versus não academia, observada no processo de ingresso como membro da Academia Maranhense de Letras, considerando que a mesma foi fundada, primordialmente, para abrigar icônes da literatura maranhense, desde sua fundação vem apresentando disparidade na relação de gêneros. A principal disparidade observada é o fato de nenhuma mulher ser patrona ou haver sido convidada para integrar como membro a academia na época de sua fundaação. Este fato se deu ,possivelmente, pela forte caracteristica da sociedade machista imperante em nosso estado. A Academia Maranhense de Letras (AML) , embora em quantidade minima, passou a convidar intelectuais do sexo feminino para ocupar cadeiras de imortal .Neste trabalho escolhemos por amostragem três grandes escritoras maranheneses para abordar suas vidas e obras. A primeira foi Maria Firmina dos Reis, que embora tivesse vários trabalhos publicados na época em que a Academia foi fundada, morreu sem nunca ser convidada a integra-la. A segunda escritora escolhida foi Arlete Nogueira da Cruz Machado, que embora convidada a Integrar a Academia Maranhesne de Letras,por motivos pessoais, não aceitou o convite.E finalmente trataremos da vida e obra de Laura Amélia dos Santos Damous que integra presentemente a cadeira de número 06 , da Academia Maranhense de Letras (AML).



7. BREVISSIMA RESTROSPECTIVA DA LITERATURA FEMININA NO MARANHÃO EM MARIA FIRMINA DOS REIS


A brevissima restrospectiva da literatura feminina no Maranhão passa por Nascimento Morais Filho, que em sua obra “Maria Firmina fragmentos de uma vida”, publicada pelo Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão em 1975, descreve sabiamente, aquilo que foi a trajetória desta grande escritora , verdadeiro icône da literatura maranhensne, que sem duvidas, foi Maria Firmina dos Reis .
“ Maria firmina dos Reis começou a editar sua obra Úrsula. No jornal a IMPRENSA, depois escreveu uma coletânea de poesia no ano de 1860, trazendo as inicias do seu nome. Em 1861, colabora em dois jornais e na coletânea poética – PARNASO MARANHENSE, em o jornal o JARDIM DOS MARANHENSES ela começa a divulgar seu novo romance Gupeva. continua a cooperar no jornal A VERDADEIRA MARMOTA em 1862. Já em 1863, sendo colaboradora de outro jornal – O PORTO LIVRE ela aproveita e republica seu romance Gupeva.Ela publica Gupeva outra vez, só que em outro jornal- O ECO DA JUVENTUDE no ano de 1865. De 1867 a 1868 ela colabora no SEMANÁRIO MARANHENSE e no ALMANQUE DE LEMBRANÇAS BRASILEIRAS. O jornal PUBLICADOR MARANHENSE proclama que será impresso o livro de poesia “Cantos a Beira-Mar” em 1871. Maria Firmina dos Reis em 1880 cria uma escola mista . Ela se aposenta do ensino público em 1881. Ela divulga o conto A ESCRAVA no jornal a REVISTA MARANHENSE em 1887 e cria em 1888 o hino da libertação dos escravos. De 1889 a 1903 ela coopera em vários jornais e em 1917, MARIA FIRMINA DOS REIS falece na cidade de Guimarães, sem ter jamais sido convidada pelos intelectuais da época para integrar a Academia Maranhense de Letras (AML), fundada 9 anos antes de sua morte.( Filho, Nascimento Morais. Maria Firmina fragmentos de uma vida. Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. 1975. Página )



7.1 ÚRSULA


Maria Firmina dos Reis ao abrir seu primeiro romance Úrsula, apresenta sua condição de mulher marginalizada pela sociedade de sua época, vejamos como Maria firmina se expressa:
“não é vaidade de adquirir nome que cega; nem o amor próprio de autor. Sei que pouco vale este romance, porque é escrito por uma mulher e mulher brasileira, de educação acanhada e sem o trato de conversação dos homens ilustrados; que aconselham, que discutem e que corrigem, com uma instrução misérrima, apenas conhecendo a língua de seus país; e pouco lida; o seu cabedal intelectual é quase nulo”.
Também Soraia Ribeiro Cassimiro Rosa vinculada á Universidade Federal do Triangulo Mineiro, no seu trablho intitulado “Um olhar sobre o romance Úrsula, de Maria Firmina dos Reis” , assim se manifesta: “O romance Ùrsula, possui uma estrutura peculiar, utilizando o encaixe de narrativas. Esta técnica consiste em diversas narrativas entrelaçadas em uma história principal, proporcionando uma compreensão melhor do texto como um todo. Na primeira narrativa, cujo título é “Duas Almas generosas”, dá-se a conhecer dois personagens: Tancredo e Túlio. Podemos observar nesse momento como a questão do escravo é tratado pelo narrador e sua condenação enquanto instituição: “E o mísero sofria; porque era escravo, e a escravidão não lhe embrutecera a alma; porque os sentimentos generosos, que Deus lhe implantou no coração, permaneciam intactos, e puros como sua alma.” (REIS, 1988: 23).



7. 2 GUPEVA


Gupeva trata da história de uma índia que viajando para França teve um romance com Gastão; quando voltou á América conheceu Gupeva e casou-se com ele. Depois disso ela revela para Gastão,que não era mais virgem e fala do caso que teve na França, Gupeva mesmo com vergonha não abandou Épica. No desdobrar da trama Gastão, o francês, que se envolveu com Épica descobre que ela era sua irmã, portanto o seu amor e o fruto desse amor era incesto. Gupeva quando soube dessa realidade mata Gastão e Épica, e a filha acaba morrendo; Então Gupeva com o peso na consciência comete suicidio.



8. VIDA E OBRA DE ARLETE NOGUEIRA DA CRUZ MACHADO


A grande escritora maranhense Arlete da Cruz Nogueira Machado, com vasta experiência no setor cultural de nosso estado, é quem nos apresenta sua vida e obra transcrita do livro “ Sal e Sol” publicado no Rio de Janeiro pela editora Imago em 2006.
“Arlete Nogueira da Cruz nasceu em Cantanhede, Maranhão. Ela tem cinco irmãos e é filha de Raimundo Nogueira da Cruz e Enoi Simão Nogueira da Cruz uma poetista e cronista. Ela se casou com o poeta Nauro Machado e com ele teve um único filho (Frederico da Cruz Machado).
Arlete começou a ler e escrever ainda cedo, com grande influência de sua mãe , ainda no seu interior Cantanhede. Com doze anos ela veio para São Luís com seus pais e irmãos e cursou o ginásio (ensino fundamental) na escola Rosa de Castro e o cíentifico (ensino médio) no Liceu Maranhense. Foi licenciada em filosofia pela Universdade Federal do Maranhão, e cursou o mestrado em filosofia comtemporânea na PUC/RJ, é professora aposentado da UFMA, e por quase duas décadas exerceu varios cargos na área da cultura e procurou desenvolver trabalhos importantantes em forma das artes no Maranhão .
Quando jovem, com já quase vinte anos de idade Arlete escreveu seu primeiro livro com o titulo, "A parede" ele foi lançado em 1961. Josué Montello foi peça fundamental para o sucesso do livro, que numa viagem que fez a São Luís em 1959 descubriu-o e escreveu-o na Academia Brasileira de Letras, onde ficou com o terceiro lugar no prêmio Julia Lopes de Almeida, em 1960.
Aos quarenta e cinco anos Arlete Nogueira lançou o romance A parede. Essa obra foi o marco literário na carreira de Arlete, causando um impacto tão forte em sua criatividade, que continuou repercutindo em todas as suas obras que publicou posteriormente. Um dos destaques principais da autora é o jeito simples, ao longo dos 10 cápitulos.
As duas obras em questão A parede e Litania da Velha são indissociáveis, porque elas representam ambas um périplo pela cidade de São Luís. No romance A parede, é retrada as vivência e experiências da autora que ocorreram na adolescência, aos vinte anos. E em Litania Velha, o protagonista, a velha, é uma representação da própria cidade de São Luís pesonificada. Cidade e pessoa se indentificam marcadas pela metarmorfose do desgate do tempo representando metaforicamente pelo salitre.Livros Publicados: A parede, Cartas da paixão , Compasso binário,Canção das horas úmidas , Litania da velha,Contos inocentes.Arlete Professora aposentada da Universidade Federal do Maranhão, vive em São Luis”.
Enfim, queremos ressaltar como marco importante de contribuição contemporânea da grande escritora Arlete Nogueira da Cruz é a mensagem do poema Litania da Velha, que está disponivel também no yutube ; neste poema ela procura denunciar o descaso, a decadência e o abandono de São Luis do Maranhão. (Cruz, Arlete Nogueira da, 1936 – Sal e Sol )



9.VIDA E OBRA DE LAURA AMELIA DOS SANTOS DAMOUS


É em Jomar Morais um dos maiores intelectuais de nossa geração, que vamos relatar a vida e obra desta imortal .Jomar tem se dedicado, dentre outros trabalhos, a escrever sobre escritoras. Havendo escrito sobre Maria Firmina dos Reis e também escreve sobre o grande simbolo da literatura maranhense Laura Amelia dos Santos Damous.
Assim Jomar Morais apresenta nossa imortal:
“Laura Amélia Damouns, nasceu no dia 10 de abril de 1945 em Turiaçu no Maranhão, com oito anos veio para São Luís, estudou na escola Santa Teresa e com grande esforço e dedicação formou-se bacharel em filosofia pela UFMA.Ela trabalhou em varios cargos publicos relacionados a cultura. Esteve à frente do teatro Arthur Azevedo(1983) e foi alcançando varios status importantes, foi Superintendente de Interiorização da Cultura da Secretaria de Cultura(1992), Secretária de Estado da Cultura entre 1987 e 1989. Foi Secretaria Adjunta da Secma (1995/1997) e Subchefe da Casa Civil do Governoo do Maranhão(1997-2004). Integrou o Conselho Estadual de Cultura, como presidente quando era secretária da Cultura. Foi também em 2008 eleita para o instituto Histórico e Geográfico . Sua poesia é personalíssima, com lirismo contido original, rigoroso e espontâneo ao mesmo tempo e de grande força expressiva. Sua obra é inteiramente dedicada à poesia”.( MORAES, Jomar. Perfis acadêmicos. 2ª ed. São Luís: Edições AML, 1987. )



9.1 INTELECTUAIS FALANDO SOBRE LAURA AMÉLIA:


Jomar Moraes (membro da Academia maranhense de Letras): “Laura Amélia é lúcida, concisa e precisa em sua parte de eleição: a de retirar palavras jacentes nos dicionários para imantá-las de vida e infundir-lhes peculiar força lírica”.
Paulo Melo Sousa :
“A poesia de Laura Amélia é '' palatável, e não exige do leitor a aventura de mergulhados que o ponham em contato com a 'a espuma dos mares perigosos'. Seus poemas mínimos possuem a devida consistência, passeiam pela beira da praia da delicadeza, e deixam suas pegadas na areia , que não são desmanchadas pelo tempo, mas, permanecem impressas na memória de forma incissiva, revelando uma contrução que nos remete a uma escritura leve, honesta e, dessa forma, compromissada com a verdade''.
Enfim, Laura Amélia é professora da Universidade Federal do Maranhão e vive em São Luis do Maranhão. (MORAES, Jomar. Perfis acadêmicos. 2ª ed. São Luís: Edições AML, 1987.)objetivos deste trabalho foram atingidos, uma vez que o interesse da turma foi analisar os transportes Ilha de São Luís desde sua origem até os dias atuais. Esta experiência nos proveitosa, pois, além de nos permitir momentos de leituras sobre a temática favoreceu o conhecimento como evoluiu os meios de transportes, principalmente o terrestre, usado pela maioria da população ludovicense.



10. CONCLUSÔES


Concluímos que a literatura feminina maranhense possui várias autoras que conquistaram espaço numa sociedade que antes era cheia de discriminação e machismo. Discorremos a retrospectiva histórica onde fizemos uma viagem pela literatura maranhense até chegarmos nos dias de hoje.destacando o fato da escritora ilustre que nunca foi convidada para integrar a Academia Maranhense de Letras , caso de Maria Firmina dos Reis.Depois destacamos a Escritora que foi convidada, mas não aceitou integrar a AML no caso Arlete Nogueira da Cruz Machado e por fim a Escritora que pertence a Academia caindo a escolha sobre Laura Amélia dos Santos Damous. Poderíamos falar sobre varias outras autoras maranhennses, no entanto acreditarmos que ao destacar três nomes ilustres como Maria Firmina dos Reis ,Arlete Nogueira da Cruz machado e Laura Amélia dos Santos Damous, estaríamos dando uma exelente representatividade das escritoras do Maranhão, pelo simples fato das referidas escritoras, serem autoras de obras como Gupeva(MFR), Litania da Velha (ANCM) e Brevíssima Canção do Amor Constante(LASD) que nunca perderão o brilho através do tempo,tornando-se desta forma, riqueza imensuravel para literatura feminina maranhense.



REFERÊNCIAS


Filho, Nascimento Morais. Maria Firmina fragmentos de uma vida. Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. 1975.
Campos, Marize Helena de. Senhoras Donas: economia, povoamento e vida material em terras maranhenses (1755-1822)/ Marize Helena de Campos – São Luís.
Cruz, Arlete Nogueira da, 1936 – Sal e Sol / Arlete Nogueira da Cruz. Rio de Janeiro: Imago, 2006. 320pp.: il.
DAMOUS, Laura Amélia; AZEVEDO NETO, Américo. Na Casa de Antonio Lobo: discurso de posse e recepção. Academia Maranhense de Letras. São Luís. 2003.
FARIA, Regina; MONTENEGRO, Antonio (org). Memória de Professores: histórias da UFMA e outras historias. São Luís/ Brasília:CNPq/UFMA, 2005.
LACROIX, Maria de Lourdes Lauande. A Fundação Francesa de São Luís e Seus Mitos. 2.ed. Lithograf: São Luís, 2002.
Revista da Academia Maranhense de Letras. São Luís. Edições AML, Ano 80. Nº 20 – dezembro de 1998.
MEIRELES, Mário M. História do Maranhão. 3.ed. Siciliano: São Paulo, 2001
MORAES, Jomar. Perfis acadêmicos. 2ª ed. São Luís: Edições AML, 1987.
http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/artigo_cintia.htm acessado em: 20.06.2006.
http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST66/Renato_Kerly_Marques_Silva_66.pdf
TELLES, N. “Escritoras, escritas, escrituras” in História das Mulheres no Brasil. São Paulo:
http://www.letras.ufmg.br/literafro.



 
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